Odaliscas Costumes Roupas de dança do ventre para bailarinas:

Odaliscas Costumes Roupas de dança do ventre para bailarinas:

Passado e Presente da Dança do Ventre :

 

Dança do Ventre Ontem e Hoje

 

Há muitas teorias sobre a origem da dança do ventre.

Algumas teorias  dizem que ao nascer no antigo Egito em danças rituais da idade da pedra, nas religiões que cultivavam a grande deusa.

Outras teorias acreditam que a dança do ventre nasceu na Índia e que lá foi difundida pelos ciganos no Ocidente.

Acredita-se também que a dança existiu como forma de arte nas cortes do império romano e mais tarde no império da Turquia. Nessa época a dança pode ter se espalhado por todos os países árabes.

Os registros existentes são de difícil interpretação, pois a dança do ventre é uma arte visual e o que se tem atualmente é a visão subjetiva do espectador que a assiste que participa da dança do ventre..

 De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores aos “snujs” que a bailarina toca com os seus  dedos até os dias de hoje.

A dança do ventre está relacionada com diferentes ciências: antropologia, arqueologia, história, religião e alguns fins terapêuticos. A dança integra, a cultura orienta. A música e dança do ventre formam parte do dia a dia no mundo árabe. As pessoas que se encontram, tocam estas musicas e dançam a dança do ventre habitualmente.

A dança do ventre e a música tradicional são também executadas  em ocasiões especiais como nos  casamentos. Estão relacionadas principalmente com alegria e festividades.e são nestas ocasiões que podemos apreciar e aprender a forma de vida, perfil e crenças do povo.

 

A dança do ventre desenvolveu-se entre os primeiros povos que habitavam a Ásia menor. A dança do ventre era inicialmente uma dança religiosa sob o matriarcado como forma de representação e adoração à Deusa Inanna ou Astarte, a grande deusa mãe terra .  Posteriormente dança do ventre evoluiu  como forma de aprendizado e entretenimento entre mulheres e mais tarde para o publico.

Limitar a origem e o desenvolvimento da dança do ventre somente ao Egito é um equívoco tão grande quanto restringir seus movimentos apenas à área do abdômen.

A dança do ventre trabalha o corpo feminino como um todo. Seguindo a trajetória da evolução, cada povoado adaptou a dança sagrada (sua estrutura de movimentos, vestimenta, ritmos e coreografia) segundo seus costumes e crenças.

Acredita-se que essa dança tenha sido criada visando reproduzir através de movimentos variados: os quatro elementos (água, fogo, terra e ar) animais sagrados como; a serpente (símbolo da Deusa–mãe-terra) cataclismos como: terremotos, maremotos e etc. além de todo o ciclo que envolve a fertilidade feminina e a concepção da vida.

As dançarinas do antigo Egito adornavam seus quadris com sementes que ao serem chacoalhadas emitiam um determinado som para cada movimento. Percebemos que desde então o corpo é o maior instrumento da dança oriental, só o corpo feminino  tem a capacidade de materializar a música árabe.

Ao longo do tempo pelo processo de mistura entre culturas ocassionado constantes guerras, invasões ou simplesmente pelas visitas freqüentes de povos nômades, a arte da dança oriental foi divulgada e assimilada por todo o oriente antigo.

Em 1798, Napoleão Bonaparte teve seu primeiro contato com a dança oriental em sua primeira expedição científica ao Egito, através da recepção fraterna e festiva de Gawazys, dançarinas profissionais dos povos Tiziganes durante a ocupação de suas tropas sobre o Cairo.

Napoleão Bonaparte, impressionado com os curiosos movimentos abdominais das dançarinas referiu-se pela primeira vez a esta dança oriental, como danse du ventre, ou seja, dança do abdômen, Dança do Ventre, a forma como a conhecemos até hoje.

A dança do ventre  popular ( Racks Baladi ) é tradicionalmente  passada de mãe para filha, cuja estrutura de passos é bem elementar.

A Dança do ventre , profissional, ( Racks Sharki) dança com muita técnica e de movimentos refinados.

A palavra dança vem do sânscrito tanha, que significa alegria de viver, Na terminologia  árabe raks e o turco rakkase ambos derivados do assírio rakadu, têm o significado de celebrar.

A dança do ventre é uma forma de expressão corporal e emocional com mais de 5.000 anos de existência e que compreende em sua estrutura improvisação, criatividade, independência e compreensão rítmica.

Nos períodos neolítico e paleolítico da pré-história, foram encontrados no interior de cavernas estatuetas  onde se mostra  de uma dança feminina onde o movimento dos quadris era destacado. Nesta época matriarcal as mulheres desempenhavam um papel muito importante nas tribos justamente por que a capacidade de gerar e dar a luz era considerado um ato mágico.

Foram encontradas nas escavações as chamadas Vênus, pequenas estatuetas esculpidas com contornos femininos que surgiram para comprovar a existência da divindade feminina Innana,ou  Ishtar  Deusa Mãe Terra.

Sabe-se que nessa época essas estatuetas eram fincadas no chão e ao seu redor desenvolviam-se rituais ligados à fertilidade onde a dança feminina era destacada por seu caráter mágico e sagrado.

Nome
O nome correto dessa dança é Raks Sharki, que quer dizer dança oriental ou dança do oriente. Para a América, o nome danças oriental não equivale extamente a esta denominação já que pode significar dança japonesa, chinesa, tailandesa, etc.


 
Essa denominação deve-se aos movimentos, que são predominantes no ventre e quadril feminino. A dança do ventre é a mais feminina e sensual de todas as danças. A mulher, através da música árabe, une seus movimentos, sua expressão e sua sedução, transformando-os, no palco, em sentimentos, que compartilha com seu público.
Origens
A origem da Dança do Ventre remonta tempos muito antigos, sobre os quais existe muito pouca ou nenhuma documentação. Muitas histórias foram criadas na tentativa de ilustrar o seu surgimento, e por isto é necessário um cuidadoso trabalho de pesquisa e muito bom senso no momento de identificar se uma informação é falsa ou verdadeira.

Uma das explicações, mostra que a Dança do Ventre teria suas origens nos rituais religiosos do Antigo Egito, onde a dança era praticada como forma de homenagear as divindades femininas associadas à fertilidade. Mas hoje não existe qualquer ligação da dança com a religião e a bailarina é considerada uma artista.

A Dança do Ventre teria sido mais tarde incorporada às festas palacianas, e por fim conquistado também as classes mais inferiores. Outra versão atribui o seu surgimento aos rituais Sumérios, a mais antiga civilização reconhecida historicamente.

Estes habitavam, junto com os semitas, a Mesopotâmia (região asiática delimitada pelos vales férteis dos rios Tigre e Eufrates, atual sul da Turquia, Síria e Iraque).

Também há indícios históricos da existência de uma dança com características semelhantes à Dança do Ventre em países como Grécia, Turquia, Marrocos e norte da África.

Atualmente, no Egito, é comum haver apresentações de Dança do Ventre em cerimônias de casamento. Por vezes, os noivos desenham as suas mãos no ventre da dançarina. Isto seria uma referência ao relacionamento da dança aos cultos de fertilidade.

As mulheres do Mundo Árabe dançam umas para as outras, e para elas mesmas. Elas formam um grupo,  e desenvolvem a sua performance, para suas irmãs e amigas, sem a presença de homens. Celebram assim a espiritualidade e a força femininas, e transmitem beleza e liberdade por meio da sua expressão particular.
Expansão
A dança do ventre expandiu-se pelo mundo inteiro com a ajuda dos viajantes, mercadores e povos nômades (como os ciganos e beduínos), juntamente com outras características da cultura Árabe, tais como a culinária, a literatura e a tapeçaria.

Em sua expansão pelo mundo, a dança do ventre  acumulou em cada região diferentes interpretações e significados. Atualmente, a dança do ventre  ainda se encontra em um contínuo processo de desenvolvimento, recebendo influências diversas, como por exemplo da Dança Contemporânea e do Flamenco. Apereceram estilo de dança do ventre fusion (tribal e gótico)

Independente das diversas influências, não é difícil identificar o estilo da dança do ventre por meio de determinadas características.

Em cada região, a dança do ventre recebeu um nome:
no Egito a dança do ventre é chamada de Raqs El Sharq ou Raqs Sharqy, que significa “Dança do Oriente” ou “Dança do Leste”;
na Grécia a dança do ventre é chamada de Chiftitelli;
na Turquia a dança do ventre é chamada de Rakkase;
na França de Dance du Ventre
 no mundo ocidental é mais conhecida como Belly Dance ou dança do ventre.

A dança do ventre chegou definitivamente ao ocidente no século XIX, e é considerada uma das danças mais antigas da história da civilização.

Atualmente existem muitas dançarinas da dança do ventre de ótimo nível em praticamente todos os países do mundo, inclusive no Brasil.
A dança do ventre  seduz o público;
O poder hipnótico da dança do ventre é devido à mágica combinação de elementos religiosos e profunda sensualidade.

O movimentos permitidos para a dançarina da dança do ventre não são numerosos, mas permitem uma grande diversidade de variações.

Apesar da variedade de estilos, a característica básica que permanece á a os movimentos de ondulatórios do quadril intercalados com movimentos vigorosos do mesmo.

A mensagem alegre e positiva da dança do ventre vêm conquistando gerações, que buscam preservar e difundir as suas características: sensualidade, leveza, beleza, alegria, vitalidade e expressão.

Estilos de dança do vente

Num show, além da Dança do Ventre tradicional, acompanhada ou não de véus e Snujs (pequenos címbalos metálicos que são tocados com os dedos), é comum serem apresentados números com elementos, como a Espada, o Punhal, o Candelabro (Raqs El Shammadan), a Bengala (Raqs El Assaya), o Jarro, o Lenço, as Flores e o Pandeiro.

As danças com a espada, o punhal e com o candelabro são inovações introduzidas recentemente. Tradicionalmente existem apenas as danças folclóricas da bengala, do jarro e do lenço. Algumas destas danças com elementos, tal como a dança da bengala, podem ser acompanhadas pelos homens, com movimentos masculinos.

Algumas dançarinas da dança do ventre chegam a apresentar-se com serpentes, como forma de resgatar os misteriosos cultos ancestrais.

A serpente é um complexo símbolo que representa tanto os princípios masculino e feminino, quanto a imortalidade O Ubororos é a imagem arquetípica em que a serpente engole a própria cauda.

Shows e publico.

Os espectadores costumam demonstrar a sua admiração jogando notas e moedas sobre a dançarina e, por vezes, colocando o dinheiro em suas vestes. É interessante notar que não existe notícia de nenhuma outra dança com esta característica.

Tradicionalmente, a dançarina apresenta-se descalça. Porém, desde o surgimento dos grandes espetáculos de Dança do Ventre, sobretudo no Egito e no Líbano, as dançarinas apresentam-se usando sapatos de saltos altos, talvez como uma forma de demonstrar a ascensão social desta prática que tem as suas origens no povo do povo.

Muitas dançarinas ainda preferem dançar sem os sapatos, como forma de estabelecer um contato direto com a energia da Mãe Terra.

Apesar de ser uma dança folclórica, do povo, a Dança do Ventre tem envolvido desde o início do século XX grandes profissionais – dançarinos, coreógrafos, figurinistas, etc., passando a fazer parte de eventos cada vez mais sofisticados e luxuosos.

Com isto, sua característica original espontâneas  e de improvisação) transformou-se num elaborado trabalho de produção, fruto de exaustivo treinamento e numerosos ensaios.

Nos grandes festivais realizados no Egito, no Líbano e na Turquia, as mais famosas dançarinas apresentam-se acompanhadas de grandes orquestras.

A Dança do Ventre é uma dança elaborada  unicamente ao corpo feminino, enfatizando os movimentos dos músculos abdominais e os movimentos do quadril e do tórax.

A dança do ventre  é praticada com os pés descalços firmados no solo.

A dança do ventre  caracteriza-se pelos seus movimentos suaves, fluidos, complexos e sensuais do tronco, alternados com movimentos de batida e tremido do quadril

As dançarinas da dança do ventre praticam uma dança diferente, pois realizam uma “dança dos músculos”, ao contrário das “danças de passos”, praticadas  pelas dançarinas do ocidente.

Tradicionalmente, o joelho da dançarina de Dança do Ventre nunca se eleva acima do quadril. Talvez pelo fato desta dança possuir movimentos de pulsação e ondulação do ventre, tenha sido batizada de “Dança do Ventre”, embora ela possua diversos outros movimentos.

Há autores que associam os movimentos rápidos da dança do ventre  à demonstração da alegria de viver, enquanto que os movimentos lentos da dança do ventre estariam associados às danças religiosas nas quais se buscava imitar os movimentos do trabalho de parto e do parto em si,

 Estes movimentos lentos da dança do ventre são considerados uma  expressão de agradecimento às mulheres, por serem elas as  agentes da perpetuação da espécie humana.

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